Mudanças na legislação fiscal sempre geram insegurança e dúvidas. Com a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, publicada no Diário Oficial da União, negócios digitais, fintechs, carteiras e empresas de tecnologia financeira precisaram pausar para avaliar riscos e ajustar práticas. Afinal, as regras mudaram, e afetam pessoas físicas, empresas, startups e até grandes corporações.
O controle sobre operações digitais nunca foi tão intenso.
Neste artigo, mostramos como a nova norma altera o cenário para empresas, apresenta os limites de valores para comunicação obrigatória, as consequências práticas desse novo ambiente de fiscalização, e por que contar com contabilidade estratégica e digital, como a que a Elemento Contábil Digital já entrega, vai ser, talvez, seu melhor investimento em segurança e regularidade.
O que diz a Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025
De acordo com informações do CRCSP, a Receita Federal restabeleceu, a partir de 2025, a obrigatoriedade do envio da e-Financeira por fintechs, carteiras digitais, subadquirentes, iniciadores de pagamento e empresas do setor de pagamentos. Esse envio deve seguir os mesmos moldes aplicados aos bancos tradicionais: se a movimentação financeira do cliente exceder determinado valor, o detalhamento deverá ser repassado ao Fisco.
Segundo a Abranet, o objetivo é equiparar as obrigações das fintechs e instituições de pagamento às dos bancos, tornando transparente o fluxo de recursos no universo digital e dificultando práticas ilícitas.
Valores que acionam o alerta da Receita
O monitoramento da Receita passa a valer para movimentações mensais que, a partir de:
- R$ 2.000 mensais para pessoas físicas;
- R$ 6.000 mensais para pessoas jurídicas.
O montante considera a soma de entradas e saídas no período. Ou seja, não importa se foi via transferência, depósito, boleto, transferências instantâneas (PIX), recebimentos de vendas ou de terceiros: ultrapassou o valor, será informado.
Transparência passa a ser rotina, não exceção.
A quem a norma se aplica
Segundo veículos especializados em tributação, agora fintechs deixarão de ser exceção e passam a responder da mesma forma que grandes bancos. Isso significa:
- Carteiras digitais
- Plataformas de pagamento
- Subadquirentes e intermediadores
- Startups financeiras
- Empresas que movimentem dinheiro de seus clientes, direta ou indiretamente
A comunicação é feita via e-Financeira, sistema já utilizado por grandes instituições. O que muda é o leque de empresas atingidas.
Por que a Receita Federal mudou as regras
As autoridades vêm aumentando a fiscalização sobre o dinheiro eletrônico, porque o acesso à tecnologia trouxe facilidades, mas também abriu caminho para crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação. Segundo a Receita Federal, ampliar o monitoramento das fintechs ajuda a reforçar o combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
Cada movimentação deixa um rastro. A Receita está de olho.
Além disso, os dados repassados alimentam sistemas de inteligência artificial e cruzamento de informações. A Receita sabe exatamente quanto você ou sua empresa movimentaram. Qualquer desacordo com a declaração anual de IR ou omissão de receita pode gerar autuações, fiscalizações e, claro, multas.
Consequências práticas para empresas e empreendedores
Quem movimenta valores acima do limite precisa atenção redobrada. O maior risco está na informalidade: aquela transferência que não foi registrada, vendas sem NF, empréstimo de terceiros por fora, tudo pode ser questionado.
As consequências são diretas:
- Autuações fiscais: A Receita pode desconfiar de incompatibilidade entre receita declarada e recebimentos nas fintechs.
- Multas: Omissão ou divergência entre movimentação e declaração pode render multas elevadas, que variam conforme a infração.
- Obrigação de regularização: Empreendedores terão de formalizar entradas e saídas, emitir documentação e registrar a origem dos recursos.
- Fiscalização maior: Um simples PIX de parceiro ou cliente pode ser analisado junto ao CNPJ ou CPF, cruzando informações bancárias e fiscais.
O “jeitinho” perdeu espaço. Organização é o novo padrão.
Sem organização financeira e contábil, o risco de dor de cabeça fiscal nunca foi tão alto.
Como a contabilidade pode proteger sua empresa dessas mudanças
A nova norma exige que empresários repensem seus processos internos. Já não basta só ter um fluxo de caixa: é preciso registrar tudo de forma clara, concisa e documental, para embasar a contabilidade e evitar inconsistências.
A comunicação constante entre empresa e contador deixa de ser apenas uma boa ideia e passa a ser algo absolutamente necessário.
- Registro de tudo: Nenhuma entrada deve passar despercebida. Até transferências entre contas pessoais e empresariais devem ser formalizadas.
- Formalização de toda receita: Emissão de nota fiscal, contratos, recibos e documentos de origem dos valores.
- Orientação tributária: Um contador especialista, como o da Elemento Contábil Digital, instrui sobre a correta classificação, tributação e a melhor forma de organizar os dados para evitar problemas.
- Monitoramento de limites: Acompanhe mensalmente os valores do CNPJ para flagrar movimentações que ultrapassem o limite e preparar documentação.
Essa relação próxima entre contador e empresa torna o processo de ajuste e adequação à nova lei muito mais fluido. Por isso, empresas que já contam com consultoria tributária com foco em tecnologia saem na frente na hora de se adequar.
Estratégia e organização: os diferenciais que evitam prejuízos
Se há um aprendizado nesses tempos de ajuste fiscal é que antecipação faz toda a diferença. Empresas que se planejam, monitoram limites e registram tudo dificilmente são surpreendidas.
A Elemento Contábil Digital, por exemplo, atua lado a lado de empresas de tecnologia, startups e gestores de fintechs para implementar rotinas capazes de controlar, documentar e organizar tudo conforme os padrões exigidos pela Receita Federal. Assim, clientes evitam penalidades, reduzem riscos e usam a tecnologia digital a favor da transparência e do crescimento.
Com tecnologia, informação e estratégia, regularidade é resultado.
Para quem deseja aprofundar temas como reforma tributária, impactos financeiros e obrigações fiscais para negócios inovadores, indicamos recursos sobre reforma tributária para empresários e as últimas discussões sobre tributação em TI e também sobre as mudanças financeiras na transição digital.
Conclusão
A Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025 marca nova era no controle de movimentações eletrônicas. Fintechs, empresas digitais e qualquer organização que atue com recebimentos por carteiras digitais precisa se organizar e registrar tudo, contando com orientação especializada de quem entende a nova legislação e os desafios do empreendedor.
O futuro da gestão eficiente exige controle, clareza e parceria contábil.
Se você quer entender como adaptar sua empresa ou carreira e evitar riscos, entre em contato com a Elemento Contábil Digital. Conheça nossas soluções e descubra como podemos transformar a contabilidade na base do seu crescimento digital.
Perguntas frequentes sobre a nova norma da receita
O que muda para fintechs com a nova norma?
Fintechs, carteiras digitais, subadquirentes e iniciadores de pagamento agora estão obrigados a enviar detalhes de movimentações financeiras de clientes via e-Financeira para a Receita Federal, nos mesmos moldes exigidos de bancos tradicionais. Isso amplia a fiscalização sobre operações digitais e aumenta a necessidade de controle interno da empresa.
Como a nova regra afeta minha empresa?
Se sua empresa movimenta mais de R$ 6.000 em um mês por meio de fintechs ou carteiras digitais, essas operações serão informadas à Receita. A regra exige que todas as entradas e saídas tenham comprovação e estejam devidamente registradas na contabilidade. Qualquer inconsistência pode gerar autuações e multas.
Preciso adaptar meus sistemas para a nova norma?
Muito provavelmente sim. Será necessário registrar cada movimentação, organizar documentos e alinhar relatórios de acordo com a e-Financeira. O suporte do contador torna essa adaptação mais leve, principalmente se você já conta com sistemas de gestão financeira digital.
Quais obrigações fiscais mudaram com a nova regra?
Agora, além de bancos, fintechs e carteiras digitais devem informar movimentações superiores aos limites mensais definidos. Isso significa documentação rigorosa, acompanhamento constante das operações e necessidade de formalizar cada entrada ou saída de recursos. A fiscalização aumentou e a transparência passou a ser padrão.
A nova norma impacta pequenas empresas?
Sim. Pequenas empresas também são impactadas. O valor de corte para pessoas jurídicas é de R$ 6.000 mensais e, ao ultrapassar esse limite, a movimentação precisa constar na declaração. Para micro e pequenas empresas, a atenção no registro e no controle das operações digitais é fundamental para evitar surpresas e problemas futuros.





